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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Crédito corrigido pela TR também tem risco, diz presidente da Caixa

Equipe BR Político

A Caixa Econômica Federal lançou um de seus projetos mais ambiciosos na última terça-feira, 20. O programa, nas palavras do presidente Jair Bolsonaro, faria uma “revolução no mercado imobiliário”. Agora,  quem pega dinheiro emprestado para compra de imóvel pode escolher entre dois indicadores para corrigir seu empréstimo: a já praticada Taxa Referencial (TR) e o índice de inflação IPCA. No entanto, de acordo com especialistas, o modelo lançado, a longo prazo, representaria um risco considerável de aumento da dívida. Para o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, no entanto, a situação é outra. “É um erro assumirmos que a inflação vai subir e a TR ficar constante. Isso não existe. Tanto que em 1995, 1996 e 1997 a TR foi maior que o IPCA”, avaliou, em entrevista ao Estadão.

Segundo Guimarães, o modelo de financiamento atrelado à TR não é necessariamente menos arriscado do que o IPCA. “As pessoas ainda não entenderam qual o risco da TR. Emprestamos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) com recurso da poupança, que tem liquidez diária, e fazemos empréstimo imobiliário de 20, 25 anos, com duração de 12 a 15 anos. O risco é do sistema e ninguém quer falar. Há um risco gigante de o governo mudar a remuneração da poupança”, disse.

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