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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Crescimento do PIB em 2019 é de 1,1%

Equipe BR Político

O crescimento do PIB brasileiro não sai da casa do 1% há três anos. Em 2019, o aumento foi de 1,1%, o menor em três anos, segundo divulgado nesta manhã de quarta, 4, pelo IBGE. O índice frusta as expectativas de uma retomada mais firme da atividade econômica. Entre os economistas, já há quem chame os anos 2010 de “década frustrada”. O movimento tende a se repetir este ano, com os efeitos do surto do novo coronavírus como vilão da frustração.

O resultado refletiu o desempenho das três atividades que compõem o índice: agropecuária (1,3%), indústria (0,5%) e serviços (1,3%). Segundo o instituto, na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da atividade eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que cresceu 1,9% em relação a 2018. Já o destaque negativo foi das indústrias extrativas, que sofreram queda de 1,1%. Em valores correntes, o PIB total somou R$ 7,3 trilhões.

A construção cresceu 1,6% no ano, sendo seu primeiro resultado positivo após cinco anos consecutivos de queda. As indústrias de transformação, por sua vez, apresentaram estabilidade (0,1%). Veja abaixo análise de fontes consultadas pelo Estadão:

Desindustrialização

“Ano após ano, com exceção de 2017, a gente frustrou o que se esperava para o crescimento brasileiro. É uma frustração em sequência”, afirmou o economista Ricardo Barboza, professor colaborador do Coppead, instituto de pós-graduação em administração da UFRJ. O professor do Departamento de Economia da UnB, José Luís Oreiro, vê movimentos estruturais – como a desindustrialização, a derrubada dos investimentos e a longa duração do elevado desemprego – por trás do baixo crescimento desde que o Brasil saiu da recessão, em 2017.

Consumo

Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), chamou atenção ainda para fato de que, além de lenta, a saída da economia da recessão a partir de 2017 tem sido desigual. Assim, determinados setores e regiões do País têm crescido mais, enquanto outros avançam menos. Entre os diferentes componentes do PIB, o consumo das famílias tem sido, consistentemente, o motor do crescimento, ainda que a um ritmo lento, enquanto os investimentos patinam.

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