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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com PSL em chamas, oposição é descartável

Vera Magalhães

Na minha coluna desta quarta-feira no Estadão me debruço sobre as consequências práticas da guerra interna aberta no PSL a partir do “desabafo” de Jair Bolsonaro na semana passada. O partido hoje causa mais estragos para o presidente que qualquer iniciativa da oposição. A partir da briga surgiram novas denúncias de rachadinha em gabinetes, caso do deputado estadual Gil Diniz (SP), o Carteiro Reaça, ligado ao clã Bolsonaro, acusações de envolvimento do suplente do Major Olímpio em lobby relacionado a Itaipu, feitas nas redes sociais pelo deputado Eduardo Bolsonaro, e requerimentos para convocações de bolsonaristas na CPMI das Fake News.

O presidente Jair Bolsonaro recebe cumprimentos e tira fotos na entrada do Palácio da Alvorada

Jair Bolsonaro. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Quando concluí o texto, ainda não tinha acontecido mais um desdobramento, da noite de terça-feira: o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, orientou pela obstrução à votação de uma medida provisória! Foi rechaçado por 45 deputados da sigla que votaram a favor da MP da reestruturação da Esplanada, mas a atitude mostra a profundidade da cizânia interna da sigla.

Na coluna, mostro ainda como a CPMI das Fake News virou mais um tema de discórdia interna e se transformou em motivo de preocupação para a ala mais ideológica do governo, a partir da publicação de reportagem da revista Crusoé que mostra uma rede, com assento no Planalto e em gabinetes da direita, para destruir reputação de desafetos e dissidentes.

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