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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Crivella alavanca venda de livros na Bienal

Equipe BR Político

De olho na eleição de 2020, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), faz parte do rol de políticos que buscam por meio de ações reforçar a aproximação com o eleitorado conservador. A tentativa de censura à venda de uma HQ que trazia a ilustração de um beijo entre homens exemplifica a tese.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro. Foto: Fabio Motta/Estadão

Mas ele não está sozinho nessa. Na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), possível adversário do presidente Jair Bolsonaro na eleição presidencial em 2022, determinou o recolhimento de material didático que tratava sobre orientação sexual a alunos do 8º ano do ensino fundamental.

Mas só nos próximos pleitos é que será possível avaliar se a estratégia foi bem sucedida para eles, como em 2018 para Bolsonaro. Por ora, o que tem notícia é que a Bienal deste ano, mesmo com a tentativa de censura, vendeu como nunca. Até a noite de domingo, de acordo com o Globo, a organização do evento estimava um total de quatro milhões de livros vendidos, dos 5,5 milhões disponíveis no evento. A ação da prefeitura, segundo a Bienal, foi o momento de virada para alavancar as vendas.