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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Crivella e o conservadorismo digital

Equipe BR Político

A polêmica intervenção do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), na Bienal do Livro da cidade tem gerado respostas positivas no eleitorado evangélico. É o que mostra um levantamento feito pela Quaest Consultoria, que analisou 1 milhão de mensagens a respeito da tentativa do prefeito de recolher exemplares de uma HQ que tinha entre suas páginas a ilustração de um casal homossexual se beijando. Segundo a Coluna do Estadão desta quinta-feira, 12, os dados mostram que a maior parte das mensagens é contra a decisão (54%), ante 14% que é favorável e 32% que é neutra.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, em pronunciamento

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

No entanto, entre os evangélicos, a coisa muda de figura: 46% são favoráveis, 29% são neutros e 25% são contrários. Vale lembrar que o grupo religioso é bem mais numeroso na capital carioca do que em outras cidades do País. No Rio, evangélicos representam 35% do eleitorado, enquanto em São Paulo representam 23%. Vale lembrar que as eleições municipais ocorrem em 2020.

A conexão com o eleitorado evangélico é a aposta do prefeito para tentar reverter a impopularidade de sua gestão. De acordo com uma pesquisa da Quaest de março deste ano, 77% dos cariocas desaprovam o governo. A estratégia está dando resultado: os números de engajamento digital nas redes sociais de Crivella foram alavancados depois da ação na Bienal. O prefeito teve mais de 100 mil reações positivas em suas redes sociais em agosto de 2019, enquanto obteve apenas metade desse número no mesmo período do ano passado. Até janeiro, Crivella era um dos prefeitos menos citados nas redes.

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