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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Cultura aparelhada

Equipe BR Político

O que o governo Jair Bolsonaro promove na Cultura é uma demonstração de “desamor”, analisa Ascânio Seleme em sua coluna no Globo neste sábado. “Não há na História da humanidade uma civilização que tenha se destacado no tempo, restado na lembrança dos seus povos e nos livros de História como paradigma, sem ter aliado à sua jornada política uma produção cultural exuberante. Foi assim na Grécia. Foi assim no Egito e em Roma. No Império Britânico, na Rússia imperial dos Romanov e na China da dinastia Ming. Os regimes que sufocaram a cultura acabaram desaparecendo da memória afetiva da coletividade. É esse o destino que acabam encontrando todos os governos que enxergam na cultura uma adversária a ser derrotada”, escreve.

Ele diz que governos têm entre suas atribuições fomentar a Cultura, mas que Bolsonaro promove uma “artilharia anticultural”, tão “pesada quanto aleatória”. “O governo que torpedeou a Lei Rouanet, desidratou os cofres de estatais, como a Petrobras, que já foi a maior fomentadora cultural do país, e fez na área as nomeações do que havia de pior. A política de terra arrasada virou sua marca registrada.”