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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: A espetacularização de uma situação extrema

Vera Magalhães

Ações como as perpetradas pela polícia do Rio nesta terça-feira, 20, em que um atirador de elite matou o sequestrador de um ônibus que fazia 37 pessoas reféns na ponte Rio-Niterói, dividem especialistas em segurança pública. Ainda assim, uma medida extrema como o tiro de precisão para abater um ofensor e evitar que faça vítimas civis é uma possibilidade legítima durante ação policial nas circunstâncias registradas no Rio.

Isso nada tem a ver com ações claramente abusivas como as que vêm sendo perpetradas em bairros pobres do Rio e vitimado inocentes sob o beneplácito do governador Wilson Witzel. É preciso analisar as situações separadamente para levar em conta as circunstâncias próprias de cada uma. Mesmo o caso da ponte ainda está por ser analisado em profundidade quando se tiver todas as informações. O que não é justificável em hipótese alguma é um comportamento patético como o manifestado por Witzel, que armou uma chegada triunfal de helicóptero na cena do crime e festejou aos pulos a morte do sequestrador. De um governante se espera comedimento e lucidez em situações que mantêm inocentes sob extrema tensão e levam a polícia a agir de forma extrema. Até para que tenha meios de explicar a decisão à população. / Vera Magalhães

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