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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Bolsonaro e o governo do ‘eu acho’

Vera Magalhães

O dia está coalhado de declarações de Jair Bolsonaro. Em entrevistas e solenidades, o presidente desandou a falar e a transformar achismos em decisões de governo. Ele acha excessivo o número de radares, não cansa de dizer. Daí passa a mão no telefone e pede ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas, um dos mais técnicos de sua equipe, que suste a colocação de novos pardais.

A primeira-dama, Michelle, pediu, e Bolsonaro acatou uma mudança na reforma da Previdência que pode custar bilhões em dez anos. Estudo de impacto? Emenda de bancadas? Não, discussão no seio familiar. Bolsonaro também acha que falta um ministro evangélico no STF e que a Câmara deveria ter 400 deputados. Todas as entrevistas são recheadas de declarações  desse tio: baseadas em crenças, em cacos ideológicos, pitacos familiares, gostos pessoais, messianismo quanto ao próprio papel e condescendência com os problemas dos últimos cinco meses. É o governo do “eu acho” em seu estado puro, não importa a área da administração sobre a qual se questione, da política à economia. / Vera Magalhães

 

 

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