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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: É a bioeconomia, estúpido!

Vera Magalhães

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Para a direita retrógrada e atrasada que ainda está presa ao discurso de “terrorismo ambiental”, ou de que preservação ambiental é uma pauta da esquerda, ou anticapitalista, é uma leitura obrigatória o especial do Estadão deste domingo com foco na bioeconomia. As reportagens e entrevistas evidenciam algo que os liberais modernos já entenderam faz tempo: meio ambiente é hoje a principal questão econômica do planeta, e será cada vez mais.

Garantir a preservação do meio ambiente será um ativo econômico valiosíssimo para todos os países que dispõem de patrimônio natural, e o Brasil, tão carente em tantas áreas, é rico nesta. Mas Jair Bolsonaro e seu governo obtuso e sem projeto preferem repetir, como papagaios, discursos descolados da realidade, de dados e evidências e que ainda veem a Amazônia e outros biomas como áreas agriculturáveis e que deveriam ser destinadas à exploração mineral, algo fora de tempo e lugar.

No especial do Estadão, fica claro que outros líderes de países vizinhos ao Brasil — como Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia — já compreenderam que a questão ambiental é essencial para que as nações estejam inseridas no grande debate geopolítico mundial e tenham condições de competir com vantagens no mercado global.

De nada adianta fazer vídeos grandiloquentes quando imagens de satélites, reportagens em veículos internacionais, dados de instituições do próprio governo e independentes mostram o óbvio: a pífia gestão de Bolsonaro e de Ricardo Salles ignora os princípios da bioeconomia, não tem ninguém pensando em como ganhar em termos de exportação e política com certificação de preservação das florestas e é leniente, quando não conivente, com a destruição.