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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Governo ainda não acordou para o tamanho da crise

Vera Magalhães

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A segunda-feira começou com a economia global desmoronando, o dólar escalando célere para os R$ 5, o Banco Central queimando bilhões para tentar conter o câmbio, mas o governo como um todo completamente desmobilizado e desfocado.

Jair Bolsonaro precisaria convocar imediatamente um gabinete de crise composto pelo menos pela área de inteligência e as pastas da Economia, Saúde e Ciência e Tecnologia, Defesa e Agricultura e articular uma série de medidas para se precaver dos efeitos da crise na economia e na vida do país.

Países cancelam viagens, eventos globais e aglomerações e, por aqui, o presidente ainda resiste ao óbvio apelo para pedir para que não haja manifestação no dia 15 e se concentrar em comandar o país no tsunami.

Urge que ele se reúna com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e anuncie a superação da agora ridícula crise pelo comando do Orçamento. Que mande as reformas que faltam ser enviadas e fixe um cronograma para sua votação. Sem tentar criminalizar o parlamento ou voltar a população contra ele num momento de agudização da crise.

O PIBinho de 1,1% de 2019 pode rapidamente virar PIBão se o mundo e o Brasil mergulharem numa recessão nos moldes da de 2008 — da qual, aliás, nos safamos relativamente bem.

Que o ministro da Educação esteja neste dia empenhado numa cruzada de desmoralização do médico Drauzio Varella diz muito sobre o despreparo deste governo para lidar com algo tão sério quanto a crise que está começando.

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