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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: ‘Imposto do pecado’ mostra que tributária engatinha

Vera Magalhães

A ideia aventada por Paulo Guedes de aumentar o imposto sobre produtos associados por ele a “pecados”, como bebidas, cigarro e açúcar, mostra o quanto a reforma tributária do governo Jair Bolsonaro ainda está na fase da “tentativa e erro”, de propostas lançadas ao ar para ver se param por lá ou são derrubadas.

Bolsonaro já falou, meio de brincadeira, que concorda com Guedes em 99% dos assuntos, mas esse 1% que falta não lhe permitirá aumentar o imposto sobre a cerveja. Portanto, o lobby das indústrias poderosas pode atrapalhar que a nova ideia do ministro siga adiante.

De qualquer forma, chama a atenção o estágio ainda incipiente de uma reforma que era tida como uma das prioridades do governo desde sua largada. O Congresso já tem dois projetos andando, e nada de o governo entrar de uma vez nesse debate, que começou enviesado pela insistência de Guedes e equipe em recriar algo próximo à CPMF.

Com a ideia barrada pelo presidente, o ministro e assessores parecem estar em busca de algo capaz de aumentar a arrecadação e permitir a prometida desoneração dos salários. Por ora, nem transformando tudo em pecado essa conta fecha.