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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Inferno astral da Lava Jato

Vera Magalhães

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A Lava Jato vive seu pior momento desde que foi instituída, em 2014. E o inferno astral já dura alguns meses e não parece ter data para acabar, assim como não é possível saber qual será seu ápice. A anulação da primeira sentença proferida por Sergio Moro pela Segunda Turma do STF, com o voto simbólico nesse sentido dado pela ministra Cármen Lúcia, antes tida como “aliada” da operação, mostra que sim, houve consequências concretas do estado de coisas demonstrado pela Vaza Jato –relações impróprias entre procuradores e juiz, procuradores agindo acima das leis e demonstrando soberba e poderes plenipotenciários.

A decisão eleva a tensão em torno do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, cuja análise foi suspensa por Gilmar Mendes. Cármen fez apenas uma modulação técnica no caso específico de Aldemir Bendini ou de fato virou a chave e passou a ver abusos da Lava Jato, como descreve o Painel da Folha nesta quarta em apuração de bastidores com os ministros? Outro fator importante é que segue o mistério quanto à posição de Celso de Mello, que não estava no julgamento de ontem: o que fará o decano?

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