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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: O quarteto da reforma

Vera Magalhães

A aprovação da reforma da Previdência na comissão especial contou com uma dupla avançada dando a diretriz e outra mais recuada, amortecendo a pressão. Em nenhuma dessas posições esteve o presidente Jair Bolsonaro –que, ao contrário, atirou contra o próprio patrimônio em vários momentos, sobretudo na reta final– nem seus articuladores políticos no Palácio do Planalto.

Os dois da linha de frente foram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, que formaram uma correia de transmissão com o relator e o ministro Paulo Guedes (Economia), que se resguardou do duelo final ao ficar fora da negociação de varejo de concessões da reforma –mesmo as pedidas por um Bolsonaro que reencarnou na função de sindicalista. Os dois da retaguarda foram o relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), que fez um bom trabalho de sistematização, e o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), muito firme ao conter tentativas de obstrução e outras manobras regimentais. / Vera Magalhães