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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: o triplo lastro de Moro

Vera Magalhães

Na entrevista exclusiva concedida aos repórteres Fausto Macedo e Ricardo Brandt, do Estadão, Sérgio Moro sai das cordas e ensaia um contra-ataque pela primeira vez de forma mais clara desde domingo. Depois de declarações e notas algo hesitantes, em que não era explícito quanto ao conteúdo das mensagens vazadas entre ele e Deltan Dallagnol, ele passa a investir mais claramente na ideia de que elas podem ter sido fraudadas e a afirmar de maneira mais taxativa que não indicam nenhuma contravenção.

Mas não é só isso. O ministro busca um triplo lastro na entrevista: 1) das instituições, quando diz que o ataque não é contra ele ou a Lava Jato, mas que não se pode tolerar chantagem permanente contra o STF, o Legislativo, o governo, empresas jornalísticas e sabe-se lá mais quem estaria à mercê de um “crime ainda em andamento” de hackers; 2) da sociedade, ao dizer que a Lava Jato é um acervo não dele, que tudo foi comprovado, e que as ruas já manifestaram seu apoio à operação; e 3) de Jair Bolsonaro, ao isentar o governo de qualquer responsabilidade nos diálogos e que o viés político da publicação parece ser o desejo da soltura de Lula. O enxadrista Moro está de novo olhando o tabuleiro e movendo as peças. / Vera Magalhães

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