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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Pesquisa é reflexo da radicalização

Vera Magalhães

Jair Bolsonaro apostou deliberadamente na radicalização. Em várias frentes. Na ideia de governar primeiro para a família, com a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada em Washington e investir contra órgãos de controle para blindar Flávio. Na confrontação com a imprensa, abolindo os encontros organizados com jornalistas para colocar no lugar as “paradinhas” na frente do Alvorada, em que produz lives “espontâneas” e lança diatribes contra adversários e fake news em diversos setores. Na gestão da crise ambiental, com direito a desferir desaforos e bravatas contra outros líderes mundiais.

O resultado não poderia ser mais eloquente, e não é nada que não tenha advertido antes, aqui no BRP ou na minha coluna: o Brasil não são as redes sociais dominadas pelo bolsonarismo, e essa retórica incendiária não resultaria em nada positivo para o presidente. Mais: o cargo exige certo apreço à institucionalidade e ao decoro. A queda na popularidade do presidente é generalizada em todo o País, atinge todas as classes sociais e de renda e é fora de qualquer margem de erro. Convém ao entorno de Bolsonaro adverti-lo, algo de que já tratamos aqui também: um presidente que só tem puxa-sacos no lugar de assessores não tem quem lhe diga que precisa mudar.

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