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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Quem é que manda?

Vera Magalhães

O episódio do vídeo das hienas seria só mais um mal-entendido grotesco da comunicação virtual bolsonarista não fosse o fato de que esses mal-entendidos não têm nada de acidentais. Desde a posse de Bolsonaro, seu entorno mais ideológico insiste num discurso semi-revolucionário, em que o presidente é pintado como uma figura mítica, dotada de designação divina para combater o “mal” – ora encarnado nas instituições, ou “establishment”, ora na imprensa, ora nos partidos, a depender da conveniência de se eleger um inimigo na ocasião. Escrevi sobre isso na minha coluna desta quarta-feira no Estadão.

O fato de o assessor especial da Presidência Filipe G. Martins ter reafirmado o conteúdo do vídeo e chamado de novo as instituições de hienas depois do pedido de desculpas deixa no ar duas possibilidades, igualmente ruins: ou o pedido de desculpas é mera formalidade, enquanto o próprio presidente autoriza que a tropa siga atacando as instituições, ou ele não tem controle nem sobre o filho e seus assessores mais próximos.

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