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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Revisão de rumos à esquerda e à direita

Vera Magalhães

Dois movimentos opostos e combinados mostram tentativas, à esquerda e à direita, de fazer uma correção de rumos em relação à polarização de 2018. Já postei aqui no BRP a coluna que escrevi nesta quarta-feira, 4, em que trato da tentativa de reconstrução do centro e da investida bolsonarista em impedir que ele germine. Mas também nas franjas dos extremos há revisões importantes sendo feitas.

Satélite do PT nas últimas eleições, o PSB até ameaçou ter vida própria em 2018, com Joaquim Barbosa, mas ficou pelo caminho. Agora, tenta se diferenciar do partido de Lula e Haddad condenando a Venezuela como o que ela é: uma ditadura que viola sistematicamente os direitos humanos.

Na direita, o MBL de Kim Kataguiri, de forma mais clara e crítica, e até o Partido Novo tentam marcar nuances de sua linha de atuação e pensamento em relação ao bolsonarismo-raiz. O Novo já teve caminho próprio em 18, mas o MBL ainda ensaia uma autonomia eleitoral, com o flerte com a ideia de se tornar um partido.

Onde socialistas e a direita com mais modos estarão em 2022 ainda é prematuro avaliar. Pode acontecer de a polarização se impor de novo e atrair como um ímã esses objetos próximos. Mas o que movimentos como esse de autocrítica mostram é que a estridência da política brasileira está cansando, e pode sair de moda daqui a três anos.

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