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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Senadores de olho na desenvoltura de Eduardo

Vera Magalhães

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Embora haja uma minoria articulada e disposta a trabalhar nas redes sociais pela rejeição do nome de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a Embaixada do Brasil em Washington, a avaliação interna, mesmo da oposição, sempre foi de que o rolo compressor do governo e a ajuda de Davi Alcolumbre (DEM-AP) fariam com que o filho do presidente fosse aprovado, ainda que por margem estreita. Mas a sede ao pote com que ele está se movimentando começa a preocupar os que articulam a seu favor.

A pressa para constranger deputados a aprovar o acordo para a exploração da Base de Alcântara e a retórica incendiária –“herdada do pai, com a diferença de que ele não foi eleito presidente”, como me disse um senador nesta quarta-feira– que desfere em relação a chefes de Estado como Emmanuel Macron são considerados fatores capazes de dar mais argumentos aos que querem que o Senado rejeite a indicação. Bolsonaro segurou a formalização de seu nome esperando a maré de indignação baixar. Mas as falas do filho 03 e a pesquisa que mostra avassaladores 72% contra a nomeação começam a dar aos defensores do “não” esperanças de uma virada como a alcançada na eleição da própria presidência do Senado. / Vera Magalhães