por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Um presidente escoltado

Vera Magalhães

Imagem é tudo. Num governo que nutre devoção pela comunicação direta e em tempo real nas redes sociais, a máxima vale ainda mais. A imagem que fica da “live” de Jair Bolsonaro, ladeado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e do também general Otavio do Rêgo Barros, um dublê de porta-voz e intérprete presidencial, foi a de que, depois de uma semana de seguidas controvérsias geradas pela fala presidencial, ele precisa ser tutelado, escoltado.

Bolsonaro chega a brincar com a situação atípica da transmissão, consultando os dois sobre se estaria tudo certo, se haveria outros temas a tratar. A despeito de Bolsonaro ter incluído num mesmo balaio bananas, caderneta de saúde, lombadas eletrônicas, concurso do Banco do Brasil e reforma da Previdência, o motivo da live era, como já bem frisou Marcelo de Moraes aqui no BR18, desfazer o mal-estar causado pela fala sobre militares e a democracia. Daí porque a escolta de dois militares. Aliás, está virando regra a necessidade de emendas nas falas do presidente, seja pelo próprio Heleno, seja pelo vice, o também general Hamilton Mourão. / Vera Magalhães