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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Da Vera: Weintraub despreza universidades

Vera Magalhães

Desde que assumiu o posto de ministro da Educação, Abraham Weintraub demonstra um profundo desprezo pelas universidades federais. Logo de cara, disse que havia “babúrdia” nas universidades, e que este seria o critério para determinar o contingenciamento maior ou menor de recursos em várias delas.

Diante da má acolhida de uma avaliação tão prematura por parte de alguém que acabara de atingir a pasta, foi modulando o discurso. Disse que o contingenciamento seria linear, e depois se vangloriou de que havia sido superado.

Agora, meses depois, o ministro volta à carga pintando as universidades em uma entrevista como antros de plantio de maconha e de laboratórios de drogas sintéticas por todo o lado. Como toda narrativa fantasiosa, a de Weintraub não apresenta dados, números, evidências, só um cenário sinistro em que os campi seriam uma versão brasileira de um mix das séries Weeds e Breaking Bad.

Isso é ofensivo para todos os docentes, discentes e o corpo de funcionários das universidades federais. Não ajuda a qualificar o ensino, a pesquisa, não traduz o que de fato acontece nesses centros de ensino e ajuda a estigmatizar a universidade pública, já tão sucateada.

Ministro da Educação, Abraham Weintraub Foto: Dida Sampaio/Estadão

Que parta do ministro da Educação do País seria de surpreender, não fosse o fato de que Weintraub já não surpreende ninguém com seus histrionismos, sua farta produção de factoides, sua visão sempre revanchista e recalcada do ambiente universitário –no qual conta, em outra narrativa, essa de cunho vitimista, ter sido estigmatizado por ser de direita, quando o que o currículo mostra é um desempenho entre medíocre e mediano.

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