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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Damares, a ministra dos ‘invisíveis’

Equipe BR Político

Vítima de violência sexual aos 6 anos, a futura ministra da Família, Damares Alves, destoa do futuro chefe quando declara estar preocupada com os direitos humanos dos “invisíveis”, com o desemprego entre travestis, com o feminicídio, com o destino dos índios ou quando reforça que o casamento homoafetivo é um direito conquistado sobre o qual “não se discute mais”. “Eu brigaria pela Funai”, disse em entrevista a O Globo. Ela chama de “invisíveis” os “ciganos, a mulher ribeirinha, a mulher seringueira, cortadora de cana, que cata siri, que quebra coco, que colhe açaí”. Damares é assessora do senador Magno Malta desde 2015.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito Jair Bolsonaro dizia que as minorias deveriam se curvar às normas da maioria, classificando de “coitadismo” a luta de minorias por direitos. “Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense”, disse ele na véspera do primeiro turno.