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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Damares defende cesárea para caso da menina de 10 anos que foi estuprada

Equipe BR Político

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A ministra Damares Alves, (Família, Mulher de Direitos Humanos) defendeu que a menina de 10 anos, que engravidou após ser estuprada pelo tio, no Espírito Santo, deveria ter aguardado mais duas semanas de gestação para fazer uma cesárea. Essa foi a primeira vez que a ministra comentou o caso.

Ministra Damares Alves Foto: Reprodução/ Youtube

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, na noite de quinta-feira, 17, ela disse: “Os médicos do Espírito Santo não queriam fazer o aborto, eles estavam dispostos a fazer uma antecipação de parto. Mais duas semanas, não era ir até o 9º mês, Bial, a criança ficar nove meses grávida, conversa com os médicos. Mais duas semanas poderia ter sido feita uma cirurgia cesárea nessa menina, tirar a criança, colocar numa encubadora, se sobreviver, sobreviveu. Se não, teve uma morte digna”, disse.

O procedimento para interromper a gravidez na menina foi realizado em Recife pelo médico Olímpio Moraes Filho, após autorização da Justiça. O caso levou militantes antiaborto a protestarem na frente do hospital onde o procedimento foi feito e gerou a divulgação de dados sigilosos da menina nas redes sociais.

Membros da equipe de Damares estão sob investigação por suspeita de terem vazado as informações da criança. A ministra saiu em defesa dos assessores. “A nossa equipe foi à cidade com um deputado estadual e as três reuniões que fizemos lá foram com muitas pessoas juntas na delegacia, no Conselho Tutelar e na Secretaria de Ação Social. Em momento algum os profissionais disseram para os nossos técnicos o nome dessa menina”, disse Damares. “Mesmo porque não era só com essa menina que o ministério estava preocupado, era com todo o contexto em São Mateus. Naquela cidade existem outros casos, inclusive, há uma menina de 11 anos que já está com um bebê no colo”, completou.