Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Davi: ‘Não podemos conviver com 96% do Orçamento comprometido’

Marcelo de Moraes

Na sessão solene do Congresso para promulgar parte da PEC da Cessão Onerosa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fez uma crítica ao peso do Estado e ao comprometimento do orçamento público com o custeio da máquina administrativa. Para ele, os recursos que Estados e Municípios receberão no futuro com os recursos oriundos do leilão do Pré-Sal acabarão bancando despesas em detrimento de investimentos.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Marcos Brandão/Agência Senado

“Esses recursos, ao chegar aos Estados e Municípios, devem servir para custear as despesas com pessoal da máquina pública, porque o Estado brasileiro não suporta mais esse, digamos assim, gasto com pessoal em detrimento dos investimentos. Na construção que foi viabilizada com a Câmara dos Deputados e, nesse entendimento, houve a necessidade, sim, de dividir a riqueza, esse excedente desse novo campo de exploração do petróleo, para contemplar Estados e Municípios”, disse Davi em seu pronunciamento.

“Termos a consciência de que os recursos públicos precisam existir para que sirvam, na ponta, para melhorar a vida dos brasileiros e não única e exclusivamente para custear esse Estado que é pesado para todos os brasileiros é sem dúvida o ponto principal desta legislatura”, acrescentou.
“Como é que pode, em um orçamento de 1 trilhão e 500 bilhões de reais, o Estado brasileiro ter como capacidade discricionária de investimento 19 bilhões de reais? Não temos condições mais de conviver com essa disparidade, 96%, 97% do Orçamento público comprometido com o custeio dessa máquina que é pesada para os brasileiros e que, no final, acaba não cumprindo suas obrigações com os mesmos brasileiros que querem respostas desta Casa, da política, do Parlamento e da sociedade”, criticou o presidente da Casa.