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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

De olho em Tabata, Cidadania muda regra interna

Equipe BR Político

De olho em nomes como o da deputada Tabata Amaral (PDT-SP), o Cidadania derrubou uma regra interna que obrigada os membros do partido ao “fechamento de questão”. Essa medida partidária impõe que todos os quadros de uma legenda votem de acordo com a orientação da liderança, correndo o risco de punição em caso de descumprimento. No PDT, por ir contra a orientação do partido e votar a favor da reforma da Previdência, a deputada foi repreendida pela sigla. Além de Tabata, outros sete deputados foram contra a orientação.

“Nós saberemos contemplar quando alguém tiver uma divergência e isso não será motivo de sanções partidárias. É uma nova forma de se relacionar com o contraditório”, disse o novo líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim (SP). Ele admite ser uma estratégia para atrair quadros como Tabata Amaral. “É para isso mesmo, mas não é apenas um caso nominal. Estamos dialogando com ela, com Felipe Rigoni (PSB-ES), Rodrigo Agostinho (PSB-SP) e com outros que seriam muito bem-vindos”, afirmou Jardim.

Deputada Tabata Amara

Deputada Tabata Amaral Foto: Dida Sampaio/Estadão

Outra mudança no Cidadania que também vai de encontro à atração de novos quadros é a de não aceitar a reeleição de dirigentes. Todos os presidentes serão renovados quando acabarem os mandatos. Nesta quinta-feira, 13, Tabata disse ao Broadcast Político que ainda está aguardando a decisão da Justiça sobre sua situação no PDT. Ela entrou com ação para poder sair do PDT sem perder seu mandato. “Então não estou conversando com os partidos”, disse.