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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

De volta ao posto, Onyx fala pelo governo

Equipe BR Político

De volta ao posto, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, falou, nesta segunda-feira, 3, sobre as principais pautas que estão pipocando no no Planalto. A estratégia do ministro é mostrar que conseguiu fugir do processo de fritura ao qual foi lançado na última semana. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro falou sobre a repatriação dos brasileiros que estão na China, a situação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e a mudança nas regras para o uso de aviões da FAB. Confira os principais pontos.

Onyx Lorenzoni, fala à imprensa após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada no sábado

Onyx Lorenzoni, fala à imprensa após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada no sábado, 1 Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

1. Uso de aviões da FAB

Motivo da crise na casa Civil, o ministro afirmou que o governo avalia alterar as regras para uso dos aviões oficiais em agendas de membros do governo. “Vamos trabalhar para tornar isso (as regras para o uso dos aviões) mais claro”, disse. Segundo o ministro, o modelo que norteará o novo regulamento é uma normativa da ONU que trata do uso de aviões por membros de governos. As novas normas levarão em conta três critérios para permitir as viagens: distância percorrida, faixa etária e volume de trabalho.

2. Weintraub fica

Segundo Onyx, Bolsonaro não planeja demitir o chefe do MEC, mesmo depois das críticas feitas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Tomei café com Maia e conversamos sobre o Weintraub. Acho que podemos levantar bandeira branca aí. A conversa com ele foi muito boa nesse sentido”, disse. Segundo ele, “Abraham tem conteúdo ideológico forte e, por isso, as reações. Somos um governo de aliança conservadora e liberal, muitos dos nossos posicionamentos são interpretados equivocadamente”, afirmou.

3. Repatriação de brasileiros

“São cerca de 30 a 40 pessoas e devemos iniciar a operação (de retirada dessas pessoas daquele país) amanhã”, afirmou o ministro. Segundo ele, o governo de Israel já autorizou o pouso do avião com os brasileiros naquele país, até mesmo porque eles possuem áreas de isolamento. A Força Aérea Brasileira já está elaborando o plano de voo da aeronave que trará os brasileiros de Wuhan, com escala em Israel, pois não há voo direto em decorrência da distância entre Brasil e China. “Vamos trazer os brasileiros da China, mas não podemos colocar toda a população brasileira sob risco.”