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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Debandada na Lava Jato de São Paulo

Equipe BR Político

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Na noite de quarta-feira, 2, sete procuradores da Lava Jato em São Paulo pediram para deixar a força-tarefa no final deste mês. O motivo alegado para a saída do grupo é divergência com a procuradora Viviane de Oliveira Martinzes, com quem compartilham a divisão do Ministério Público Federal em São Paulo. A solicitação foi encaminhada em ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras. A lista inclui a coordenadora do grupo, Janice Ascari.

Janice Ascari está entre os sete procuradores da força-tarefa em São Paulo a pedir desligamento da operação. Foto: Nilton/Fukuda/Estadão

Os procuradores que pediram o desligamento da Lava Jato de São Paulo são:

  • Guilherme Rocha Göpfert
  • Thiago Lacerda Nobre
  • Paloma Alves Ramos
  • Janice Agostinho Barreto Ascari
  • Marília Soares Ferreira Iftim
  • Paulo Sérgio Ferreira Filho
  • Yuri Corrêa da Luz

A debandada é mais um revés para a Lava Jato, que está em crise com a PGR, de quem depende para ser renovada ainda neste mês, e que, na terça, perdeu o coordenador Deltan Dallagnol, que coordenava os trabalhos da operação no Paraná desde 2014, quando a Lava Jato foi criada.

Os procuradores alegam “incompatibilidades insolúveis com a atuação da procuradora natural dos feitos da referida força-tarefa, Dra. Viviane de Oliveira Martinzes”. As razões do grupo já teriam sido expostas à Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal no âmbito de uma sindicância interna.

Entre os casos que estão sendo investigados pela Lava Jato de São Paulo, há, por exemplo, acusações relativas ao ex-operador do PSDB Paulo Preto e ao senador tucano José Serra. Uma investigação sobre negócios de um filho do ex-presidente Lula (PT) também está com o grupo paulista.