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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Decreto das armas pode encarecer passagens aéreas

Equipe BR Político

O decreto que amplia o porte de armas para diversas categorias, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro em 7 de maio, preocupa alguns técnicos do governo ligados à aviação. O temor é de que a medida flexibilize o embarque de pessoas armadas a bordo, e, consequentemente, torne o Brasil um destino menos seguro, de acordo com critérios internacionais. Hoje, a nota do País é de 97% para “segurança contra atos de interferência ilícita” e a regulamentação do setor cabe à Anac. O decreto presidencial, porém, transfere a responsabilidade aos ministérios da Defesa e da Justiça. As duas pastas definirão as regras para o embarque de passageiros armados, o que, segundo técnicos ouvidos pela Folha, rebaixará a nota do Brasil — já que as regras estabelecidas pela Anac com relação a armas de fogo a bordo são rígidas.

Caso a nota do País caia, em resposta, companhias aéreas internacionais podem cancelar voos e encarecer passagens. Um dos defensores da flexibilização para o porte de armas de fogo a bordo é o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que, em 2018, apresentou um projeto de lei para permitir o embarque com armas em aeronaves civis a passageiros que tenham direito ao porte.

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