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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Decreto de Bolsonaro não é consenso para Moro e Maia

Equipe BR Político

O decreto de Jair Bolsonaro que flexibilizou o uso de armas pela população, e não somente para colecionadores, atiradores e caçadores, não foi bem digerido pelo ministro Sérgio Moro nem pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O titular da Justiça, em audiência nesta manhã de quarta, 8, na Casa, respondeu a parlamentares da oposição que a medida não é de segurança pública, mas uma promessa eleitoral de Bolsonaro. Ele indicou, ainda, que houve divergências, quando questionado se assinou o decreto sem concordar com o conteúdo. “A flexibilização da posse e porte é política do presidente da República e corresponde a uma promessa eleitoral. O presidente falou que não é política de segurança pública, mas que visa a atender aos anseio de seus eleitores de parte de seus eleitores de uma flexibilização da política”, esquivou.

Já Maia informou que o decreto está sob análise jurídica na Casa, alegando “procedimento padrão”.  No entanto, segundo ele, Bolsonaro o informou que a flexibilização do porte de armas seria apenas em zonas rurais. “Conversei só sobre a questão rural e a parte recreativa. As outras partes do decreto eu não conversei. O resto ele não comentou comigo, estamos analisando”, disse o presidente da Câmara. Nesta quarta, 8, o PT apresentou um decreto no Senado para sustar o decreto presidencial e, a Rede, uma ação contra o documento no STF.

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