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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Defensoria contra campanha pela abstinência sexual

Equipe BR Político

Às vésperas de o governo iniciar a campanha pela abstinência sexual entre adolescentes como política pública para prevenir a gravidez precoce, a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública de São Paulo enviaram recomendação ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para que não veiculem a campanha, informou o Estadão.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O argumento usado pelas defensorias é de que a abstinência como forma de prevenção não tem nenhum suporte científico – pelo contrário, apontam que há diversas pesquisas nacionais e internacionais que demonstraram a ineficiência de campanhas desse tipo em políticas públicas.

Elas citam, por exemplo, um artigo da Society for Adolescent Health and Medicina que reuniu uma série de pesquisas realizadas nos Estados Unidos, país que tem políticas de abstinência sexual desde 1981. Por lá, a medida não impediu a gravidez entre adolescentes, nem a propagação de DSTs.