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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Defesa de Witzel condena decisão monocrática do STJ

Equipe BR Político

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A defesa do governador Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo pelo STJ nesta manhã de sexta, 28, por suspeitas de corrupção na área da saúde, condenou em nota a decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves. “O ministro Benedito desrespeita democracia, afasta governador sem sequer ouvi-lo e veda acesso aos autos para defesa. Não se esperava tais atitudes de um ministro do STJ em plena democracia”, afirmou um dos advogados, Roberto Podval. A defesa diz aguardar o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Wiztel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Wiztel Foto: Wilton Junior/Estadão

Entenda a denúncia

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde. A denúncia aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que “foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020”.