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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Defesa do filho ou ataque contra adversários?

Equipe BR Político

O foco das críticas sobre as recentes ações de Jair Bolsonaro tem recaido na proteção de seu filho, Flávio Bolsonaro. Mas a colunista do Estadão, Eliane Cantanhêde, se pergunta em sua coluna deste domingo se o presidente não pensa em utilizar os órgãos para o ataque de adversários e não apenas para defesa de familiares. “Em tese, já imaginaram o que pode representar a PF nas mãos de um filho do presidente, eventualmente escrivão de polícia; um secretário da Receita Federal disposto a mudar tudo e a centralizar os dados e investigações para dividi-las com o poder; um chefão do Coaf que admita compartilhar informações sobre movimentações financeiras com o Planalto?”

“Significa que, sempre em tese, uma única pessoa, o presidente da República – atual ou futuro – teria a sua disposição um mapeamento detalhado da vida pessoal, da folha policial e dos dados fiscais e bancários de todos os seus desafetos de qualquer área. Além de defender o amigo X, ele poderia facilmente atacar o adversário Y.”

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