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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Defesa e FA afirmam que fala de Gilmar causa ‘indignação’ e irão à PGR

Equipe BR Político

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O Ministério da Defesa divulgou uma nota nesta segunda-feira, 13, de repúdio à fala do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sobre o Exército, afirmando que o comentário causa “indignação”. No sábado, o magistrado afirmou que o Exército estaria se associando a um “genocídio” ao comentar a situação do Ministério da Saúde durante a pandemia em live da Istoé. A nota informa que a Defesa encaminhará uma representação à Procuradoria-Geral da República contra a fala do ministro.

Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federa

Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

“Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana”, diz a nota assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, pelo comandante do Exército, Edson Leal Pujol, pelo comandante da Marinha, Ilques Barbosa Junior, e pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. “O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia”, continua.

A nota reforça que genocídio é um “crime gravíssimo” e que “naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista” como Gilmar Mendes. “Na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas. Informamos que o MD encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”, finaliza.

No sábado, poucas horas depois da fala de Gilmar, o Ministério da Defesa divulgou uma nota em reação afirmando que as Forças Armadas vêm “atuando sempre para o bem-estar de todos os brasileiros” e elencando uma série de ações militares de combate à pandemia.