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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Paes, juiz tenta ‘interferir’ em processo eleitoral

Equipe BR Político

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) afirma que a decisão da primeira instância de aceitar a denúncia em que o Ministério Público Eleitoral o acusa pelo suposto recebimento de propinas de cerca de R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht, destinadas ao financiamento de sua campanha de reeleição em 2012, tem motivação política.

O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes. Foto: Marcos de Paula/Estadão

“Às vésperas das eleições para a Prefeitura do Rio, Eduardo Paes está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral – da mesma forma que ocorreu em 2018 nas eleições para o governo do estado. A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar”, afirmou a defesa do pré-candidato à prefeitura carioca pelo DEM.

No mesmo despacho em que acolheu a acusação da Promotoria, o juiz Flávio Itabaiana Nicolau ainda autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito, em São Conrado, zona sul do Rio. Paes é o líder das pesquisas de intenção de voto para a eleição deste ano na capital fluminense.

Além de Paes, a denúncia apresentada no dia 17 de julho pelo MPE atinge ainda o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) e os empresários Benedicto Barbosa da Silva Junior, Leandro Andrade Azevedo, Renato Barbosa Rodrigues Pereira e Eduardo Bandeira Villela.

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