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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Defesa vê ‘tentativa de manipulação’ em pedido do MPF para anular sentença de Lula

Equipe BR Político

Como já era previsto, as recentes decisões do STF sobre a ordem das alegações finais para delatores e delatados já começou a dar pano pra manga. Na noite de quarta-feira, 23, a defesa do ex-presidente Lula criticou o parecer do procurador regional da República, Maurício Gerum, que pediu a anulação da sentença que o condenou no caso sítio.

De acordo com integrante do MPF, com base nas anulações de sentenças no âmbito da Lava Jato feitas pelo STF, há nulidade do processo que sentenciou o petista a 12 anos e 11 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo as reformas das empreiteiras Odebrecht e OAS no valor de R$ 1 milhão.

“Assim, entende o Ministério Público Federal cabível a aplicação dos precedentes desenvolvidos nos Habeas Corpus 157.627 e 166.373, tanto para salvaguardar a coerência do sistema jurídico quanto para evitar futuras alegações de nulidade que certamente conduzirão a um grande prejuízo em termos processuais”, opina.

Essa argumentação, no entanto, na avaliação da defesa de Lula tenta manipular o processo, segundo o Estadão. “É clara a tentativa da Lava Jato de mais uma vez manipular a verdade nos processos envolvendo o ex-presidente Lula”, afirma o advogado Cristiano Zanin Martins. Caberá ao relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, a decisão ou não de acatar o pedido do MPF.

“Buscaremos, por todas as medidas juridicamente cabíveis, que o Tribunal analise o pedido que apresentamos em 04/06/2019 visando à declaração da nulidade de todo o processo, único desfecho compatível para o caso, além do oportuno reconhecimento de que Lula não praticou qualquer crime”, diz o advogado.

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