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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Déficit funerário em Guayaquil amplia caos humanitário no Equador

Equipe BR Político

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A cidade portuária de Guayaquil, no Equador, não tem funerárias suficientes para lidar com os corpos de vítimas do coronavírus no país, o segundo mais afetado na América do Sul pela covid-19. Com 2,3 milhões de habitantes, é o município mais castigado pelo vírus, concentrando ao redor de 50% dos casos do país. O Twitter registra vários vídeos com imagens de corpos empilhados em corredores de hospitais ou caixões colocados na porta das casas à espera de recolhimento.

Paramédico cobre corpo de vítima de covid-19 em Guayaquil, no Equador

Paramédico cobre corpo de vítima de covid-19 em Guayaquil, no Equador Foto: Vicente Gaibor del Pino/Reuters

De acordo com o jornal El Comercio, há 98 mortos no país em razão do novo coronavírus, enquanto a Universidade John Hopkins informa haver 47. De acordo com a publicação, o país conseguiu realizar apenas 10 mil testes desde o início da crise, um mês atrás, quando a promessa era de que chegassem a 200 mil. El Comercio também escreve que a população não tem respeitado o toque de recolher imposto pelo governo central. O presidente Lenín Moreno escreveu há dois dias que um dos hospitais do país só aceitaria pacientes com casos já confirmados.

Em coletiva ontem, o ministro da Saúde, Juan Carlos Zevallos, disse que a disseminação do vírus é exponencial no país. “Lamento informar-lhes que apesar de todos nossos esforços, a curva continua em ascensão exponencial”, acrescentando que “um país com recursos limitados, como o Equador, teve que fazer o que está a seu alcance para enfrentar a doença”.