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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Delação de Cabral pode acabar em ‘Lava-Toga’?

Equipe BR Político

Em delação premiada firmada com a PF, o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral citou três ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), membros do Tribunal de Contas da União (TCU), ex-chefes do Ministério Público do Rio e desembargadores do Estado. Mesmo assim, de acordo com o Globo, a PF decidiu não realizar um acordo abrangente com o ex-governador, por buscar informações novas, que ainda não estão na mira da Lava Jato fluminense. Uma dessas novas linhas de investigação poderia culminar na chamada “Lava Toga“, ou seja, na investigação de membros do Judiciário.

Segundo o Estadão, a delação de Cabral aborda a indicação de magistrados a tribunais. O ex-governador está preso desde novembro de 2016, após ter sido condenado no âmbito da Operação Lava Jato. Como parte do acordo de delação, Cabral se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 380 milhões recebidos na forma de propina.