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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Delegada da PF afirma que decisão de Rosa Weber foi ‘salutar’

Equipe BR Político

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A autorização da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber a mandados de busca e apreensão no gabinete da deputada Rejane Dias (PT-PI) na Câmara dos Deputados foi chamada de “salutar” pela delegada de Polícia Federal Milena Soares Caland em coletiva após a deflagração da terceira fase da Operação Topique, que investiga supostos desvios de recursos da Educação no Piauí nesta segunda-feira, 27.

Ministra Rosa Weber durante sessão plenária no Supremo Tribunal Federal

Ministra Rosa Weber durante sessão plenária no Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A decisão da ministra reconheceu a competência do juízo federal de primeira instância para analisar investigação envolvendo a deputada e primeira-dama do Estado Rejane Dias. Ela vem uma semana depois que o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, suspendeu uma ordem que seria cumprida no gabinete de José Serra (PSDB-SP) no Senado sob o argumento de que havia o risco de as provas incluírem objetos ligados ao exercício do atual mandato.

Desta vez, a diligência foi autorizada com antecedência pela ministra Rosa Weber, como manda o protocolo, que na operação anterior não havia sido cumprido. Na ocasião, Toffoli atendeu ao pedido do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) depois que a Polícia Federal já havia chegado ao local. O ocorrido reacendeu os questionamentos sobre o foro privilegiado, já que nem a investigação que atinge Serra, nem a que atinge Rejane Dias apuram fatos ocorridos durante o mandato ou em função de seus cargos atuais.