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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Delegado aponta erro na investigação do caso Marielle

Equipe BR Político

A cada nova revelação, as investigações do caso Marielle se mostram ainda mais nebulosas. No episódio mais recente, o delegado Giniton Lages reconheceu, em depoimento à Justiça, que a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes teve falhas que atrasaram a identificação dos acusados do crime, que ocorreu há 603 dias.

De acordo com Giniton, que era o responsável pela apuração do caso até março, os erros ocorreram no momento da coleta e análise de imagens usadas para identificar o trajeto feito pelo Cobalt usado pelos assassinos.

Com isso, a polícia não conseguiu determinar se o veículo saiu ou não do condomínio Vivendas da Barra, onde morava o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do crime. Esse é o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa no Rio.

O depoimento de Giniton ocorreu em 2 de agosto na ação penal contra Lessa e Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro utilizado na noite do crime. O depoimento estava sob segredo de Justiça até a semana passada, informou a Folha.

Como você leu no BRP, a pedido do MPF, a PF abriu inquérito para apurar possíveis delitos de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa pelo porteiro contra Bolsonaro.

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