Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Deltan admite ‘eventuais equívocos’ da Lava Jato

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O procurador da República e chefe da forca-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, admitiu nesta quinta, 13, que a operação pode ter cometido “eventuais equívocos” em longo artigo no Globo, no qual faz sua autodefesa pública diante do julgamento que seus pares, do Conselho Nacional do Ministério Público, farão de sua conduta na próxima terça-feira, 18, com pedido de seu afastamento da Lava Jato, em procedimentos administrativos disciplinares apresentados pela senadora Kátia Abreu (PP-TO) e pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em sinal de pé atrás, Dallagnol pediu na segunda, 10, que o Supremo Tribunal Federal tranque os dois processos, o que poderá atualizar a jurisprudência sobre a competência para julgar ações contra atos de órgãos administrativos.

Procurador da Lava Jato Deltan Dellagnol Foto: André Dusek/Estadao

“Eventuais equívocos da operação não significam que os procuradores praticaram ilícitos, pois é natural a divergência na interpretação de fatos e da lei. Para além de divergências naturais no sistema de Justiça, jamais foram reconhecidas faltas disciplinares na condução das investigações e processos”, escreveu ele no jornal.

Ele reitera o que vem dizendo: “Nos termos em que parece estar sendo cogitado, o afastamento seria uma punição pelo trabalho contra a corrupção, tornaria letra morta a garantia de inamovibilidade de integrantes do Ministério Público e colocaria em xeque a própria credibilidade e independência da instituição. É justamente para casos como a Operação Lava-Jato que as garantias dos membros do Ministério Público foram estabelecidas na Constituição de 1988”.

 

 

 

Tudo o que sabemos sobre:

Deltan DallagnolSTFCNMP