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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Deltan pede indenização a Gilmar Mendes por ofensas

Equipe BR Político

O procurador Deltan Dallagnolchefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, entrou com uma ação indenizatória de danos morais contra o  Gilmar Mendes por ofensas feitas pelo ministro do STF contra ele e integrantes da Operação Lava Jato em entrevistas e manifestações durante julgamentos. 

Em uma das entrevistas citadas na ação, concedida à Rádio Gaúcha, em 7 de agosto, Gilmar afirmou que a força-tarefa seria uma organização criminosa, formada por “gente muito baixa, muito desqualificada”. O processo menciona também a manifestação do ministro em sessão de julgamento em 14 de março, em que chamou os integrantes de “cretinos”, “gentalhada”, “desqualificada”, “despreparada”, “covardes”, “gângster”, “organização criminosa”, “voluptuosos”, “voluntaristas”, “espúrios”, “patifaria” e “vendilhões do templo”.

Gilmar já foi condenado a pagar indenização de R$ 20 mil por ofensas ao juiz federal Marcos Josegrei da Silva, responsável pela Operação Carne Fraca, em Curitiba, em primeira e segunda instâncias. Gilmar havia chamado o juiz de “ignorante, sem qualificação, imbecilizado, analfabeto voluntarioso, inimputável e estrupício” em julgamento no STF.

“A verdade é que o autor foi – e vem sendo – publicamente humilhado pelo ministro. Impropérios na rádio, internet e durante sessões do Supremo Tribunal Federal – as quais são televisionadas. O ofensor tinha plena consciência da repercussão de suas palavras, bem como de suas consequências, eis que notório conhecedor do Direito”, alegou o advogado de Deltan, Pedro Henrique Xavier, na ação.

A indenização, no valor de R$ 59 mil, seria doada à construção de um hospital pediátrico especializado no tratamento de câncer em Curitiba, de acordo com o procurador. Ao Estadão, Gilmar Mendes não se manifestou sobre a ação.