Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Depois de 15 anos, esquerda pode perder comando de Rio Branco

Marcelo de Moraes

Se confirmar a vantagem demonstrada nas pesquisas de intenção de voto, Tião Bocalom (PP) vai interromper uma hegemonia de 15 anos da esquerda em Rio Branco. Caso isso se confirme, será a repetição do que houve em 2018, na disputa pelo governo do Estado, quando Gladson Cameli, também do PP, foi eleito, interrompendo a hegemonia de vinte anos do PT (dois mandatos de Jorge Viana, um de Binho Marques e dois de Tião Viana).

Desde 2005, a capital do Acre foi administrada por Raimundo Angelim (PT), por dois mandatos, seguido por Marcus Alexandre (PT), que tomou posse em 2013. Reeleito em 2016, acabou renunciando ao cargo em 2018 para disputar o governo, mas acabou perdendo. Sua vice, Socorro Neri, do PSB, assumiu a prefeitura e tenta, agora, a reeleição.

Bocalom lidera as pesquisas impulsionado pela sua constante participação nas eleições do Acre. Foi duas vezes prefeito de Acrelândia, mas, a partir de 2006, foi candidato três vezes seguidas ao governo. Nesse meio tempo, disputou e perdeu duas vezes a eleição para a prefeitura de Rio Branco.

Em 2018, na onda do bolsonarismo, se filiou ao PSL e foi o quinto candidato a deputado federal mais votado no Acre. Mas, por falta de cociente eleitoral, não foi eleito.

Agora, aos 67 anos, tem o apoio do governador Cameli, do senador Márcio Bittar (MDB) e, nesta semana, recebeu uma declaração de voto do presidente Jair Bolsonaro. Nessa soma de recalls e apoios, Bocalom pode chegar à vitória neste domingo depois de tantas tentativas.

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