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por Marcelo de Moraes

Depois de atrito de Eduardo, Mourão defende ampliar relações com China

Equipe BR Político

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O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quinta-feira, 26, a ampliação das relações comerciais do Brasil com a China, maior parceiro comercial do País, depois das declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre o 5G chinês que irritaram o governo de Pequim.

Em videoconferência promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China, o vice afirmou que o governo brasileiro precisa atuar de forma “ordenada” para informar suas prioridades ao governo chinês com “clareza e objetividade”. “A vice-presidência da República e o Itamaraty vêm imobilizando o conjunto do governo para identificar as prioridades brasileiras para o futuro da parceria com a China”, disse.

O vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Romério Cunha/VPR

Mourão destacou que a parceria com a China contribuiu para o aumento da produtividade do agronegócio brasileiro e disse que é preciso olhar para oportunidades de intensificar relações em outros setores. “Precisamos agora lançar o olhar para o futuro para ampliar e diversificar relações existentes”, afirmou. “Novas estratégias chinesas de economia circular e sustentabilidade representam oportunidade para ampliarmos nossas relações econômicas.”

O vice representa o Brasil na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). Antes da reunião, Mourão minimizou o episódio envolvendo Eduardo em entrevista e não mencionou o 5G no encontro.

Na segunda, o deputado que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara publicou uma mensagem dizendo que o governo brasileiro declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”. Na terça, a embaixada da China no Brasil emitiu uma nota dizendo que a postura do filho do presidente “solapa a atmosfera amistosa entre os dois países” e se os ataques ao país não cessarem, “personalidades” que seguem a “retórica da extrema-direita norte-americana” vão “arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil.”

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