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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Depois de negar racismo, presidente defende política ambiental

Vera Magalhães

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Depois de negar a existência do racismo estrutural no Brasil e de postar, logo no começo do segundo dia de reunião da cúpula do G20, uma animação de significado duvidoso, Jair Bolsonaro usou o encontro para defender a política ambiental do governo brasileiro e para criticar a “demagogia” de outros países no trato da questão.

Bolsonaro disse que, enquanto os demais países cobram o Brasil de forma “demagógica”, o governo vai continuar “protegendo” a Amazônia, o Pantanal e outros biomas.

“Ao mesmo tempo em que buscamos maior abertura econômica, estamos cientes de que os acordos comerciais sofrem cada vez mais influência da agenda ambiental”, reconheceu, finalmente, mas não sem criticar a cobrança internacional pelo cumprimento de metas climáticas e de combate ao desmatamento por parte do Brasil.

O brasileiro louvou o fato de o Brasil estar entre os países que menos são responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa. Cobrou que os países desenvolvidos assumam a responsabilidade pela redução de emissões, e defendeu a compatibilização da agenda ambiental com a necessidade de desenvolvimento econômico.

“O que apresento aqui são fatos, e não narrativas. São dados concretos e não frases demagógicas que rebaixam o debate público e, no limite, ferem a própria causa que fingem apoiar”, afirmou, em tom de crítica aos que fazem cobrança ao Brasil, sem deixar claro se falava de políticos, ONGs ou outras nações.