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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Depois de protesto no Palácio do Planalto, ativistas do Greenpeace são presos

Equipe BR Político

Após protesto do Greenpeace contra a política ambiental do governo Bolsonaro, 17 ativistas foram detidos pela PM do Distrito Federal e levados à delegacia nesta quarta-feira, 23, segundo o Estadão.

Os manifestantes foram até a frente do Palácio do Planalto e pintaram o asfalto com tinta preta para simbolizar o óleo que atinge o litoral do Nordeste. Também espalharam madeira queimada, que teria sido recolhida de locais de extração ilegal na Amazônia.

Por parte do governo, a reação ao protesto não demorou. Pouco após a manifestação da ONG, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, classificou os manifestantes como “ecoterroristas”. O ministro tem travado uma espécie de guerra contra o Greenpeace. Se durante as queimadas na Amazônia ele seguia o discurso do governo de criminalizar as ONGs, recentemente o ministro passou a cobrar a instituição para que trabalhasse na limpeza do óleo nas praias do Nordeste.

O presidente em exercício Hamilton Mourão ironizou a manifestação, dizendo que vai convidar a ONG para atuar no combate ao derramamento. “Vou convidar o Greenpeace para recolher o óleo lá, ao invés de jogar o óleo aqui”, afirmou, ao deixar o Palácio do Planalto no início da tarde.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, ironizou o protesto. “Nunca se importaram com o que dizem se importar realmente. Se animam somente com outra coisa e estão dificultando para eles! Fácil entender tudo que está acontecendo nesse caso”, publicou no Twitter.

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