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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Depois do ‘dia do fogo’ no Norte, Sudeste ‘anoitece’

Equipe BR Político

São Paulo viu a noite chegar por volta das 15h de segunda, 19, em função do “corredor de fumaça” formado pelas queimadas na Região Norte do País. Dados do Inpe mostram que, entre 1 de janeiro e 19 de agosto deste ano, os focos de incêndio no Brasil tiveram uma alta de 82% em comparação ao mesmo período de 2018. Um dos fatores que contribuíram para o fenômeno foi a ação de fazendeiros do entorno da BR-163, no Pará, de colocar fogo em suas propriedades para “limpeza dos pastos” no dia 10 de agosto, batizado de dia do fogo, segundo revelou o jornal Folha do Progresso. O Ministério Público do Estado investiga o caso. O Incra mantinha uma base de fiscalização em uma das cidades mais afetadas pelas queimadas na região amazônica, Novo Progresso, mas por falta de apoio da Polícia Militar do Pará e da Força Nacional, vinculada ao Ministério da Justiça, a estrutura foi desativada, informou a Folha.

“Essa manifestação (dia do fogo) gerou um efeito não intencional; comprovou de quem é de fato o dedo no gatilho do desmatamento, e o que acontece quando não há o contrapeso da ação do Estado na região; é, no mínimo, ingenuidade esperar uma ação voluntária de preservação ambiental em espaços de capital em expansão”, escreveu Carlos Guedes, analista em desenvolvimento agrário e ex-presidente do Incra, entre 2012 e 2015, no site Sul21.

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Avenida Paulista às 16h30. A noite chegou, no entanto, por volta das 15h de segunda, 19, a São Paulo. Foto: JF Diorio/Estadão

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