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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Deputada cobra de Weintraub ‘provas além e versões sensacionalistas’

Equipe BR Político

A deputada Margarida Salomão (PT-MG) rebateu as afirmações e supostas provas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que “há plantação de maconha nas universidades e afirmou que o ministro pode estar cometendo prevaricação. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também acusou o ministro de estar cometendo esse mesmo crime e disse acreditar que o objetivo da apresentação de Weintraub é “desviar a atenção em relação à verdadeira política educacional”.

Segundo e deputada, que é professora universitária, os vídeos apresentados, nesta quarta-feira, 11, pelo ministro durante depoimento à Comissão de Educação da Câmara são “apresentações sensacionalistas, que tratam de uma forma indevida eventos que já foram apurados tanto na UnB quanto na UFMG”. A própria UnB, por exemplo, em novembro, já havia desmentido as afirmações do ministro de que havia uma plantação de maconha na área da universidade. A área, segundo o comunicado na UnB, fica próxima ao campus, mas não pertence à universidade.

A parlamentar concentrou sua fala nessas duas federais por serem declarações do ministro sobre elas que levaram à convocação de Weintraub pela comissão. Segundo ela, na UFMG, o “delegado Rodolfo Machado – que foi quem tratou do caso – ele identificou os suspeitos e disse que eles não eram alunos da universidade. Além disso, o juiz de direito responsável pela ação afirma que não nenhuma prova que a direção das faculdades tenha servido de palco para os delitos”. E seguiu: “Da mesma forma, na UnB, este assunto foi tratado pela polícia e pela Justiça. E, em primeiro lugar, ficou claro que o assunto em que foram encontrados os pés de maconha não eram parte do campus”, afirmou.

Ela foi a primeira parlamentar a usar a palavra após a série de trechos de reportagens apresentada pelo ministro durante depoimento à comissão. “Não podemos ficar reféns de casos incidentais”, disse a deputada. “Se de fato o senhor tiver informações mais substanciosas, provas além das versões sensacionalistas dessas alegações que o senhor faz, eu quero dizer que é seu papel, como gestor da educação, apurar, cobrar, inibir e impedir. Em não fazendo isso, e tratando meramente esse assunto como assunto para fofoca ou para meme, eu quero dizer que o senhor está praticando prevaricação”, afirmou a deputada.