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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Deputada do PSL a favor de Wajngarten na CPMI das Fake News

Equipe BR Político

A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) é a favor do pedido de seus pares na CPMI das Fake News para que o chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wajngarten, seja convidado pelo colegiado para dar explicações sobre as suspeitas das práticas de peculato, corrupção passiva e advocacia administrativa (interesses privados na administração pública) levantadas pelo Ministério Público Federal que deram origem a inquérito aberto pela Polícia Federal.

O chefe da Secom, Fábio Wajngarten

O chefe da Secom, Fábio Wajngarten Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Uma empresa do secretário, que continua mais firme do que nunca no governo, segundo as palavras do presidente Jair Bolsonaro, recebe dinheiro de emissoras como Record e Band, e de agências contratadas pela própria Secom. Ele se afastou da gestão da empresa quando foi para o governo, mas manteve sua participação majoritária na sociedade.

“Podemos fazer convite para que ele compareça e também demonstrar imparcialidade”, alegou a senadora em sessão da comissão nesta tarde de quarta, 5, antes expondo seis argumentos usados pela defesa de Wajngarten, como as teses de inexistência de contrato do poder público com a empresa do secretário, de que contratos de publicidade com agências foram pactuados em 2017, de que a Secom não mantém contratos com veículos de comunicação, de que a responsabilidade dos planos de mídia é das agências de publicidade, de que o secretário não exerce função administrativa na empresa, “sendo apenas sócio cotista”, e a de que o secretário apresentou “todos” os documentos necessários à Presidência antes de tomar posse.