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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Deputados reclamam da resistência das redes sociais no debate sobre fake news

Gustavo Zucchi

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As empresas que gerenciam as redes sociais, que estão entre as grandes interessadas no PL das fake news, estariam ausentes das discussões na Câmara dos Deputados. Membros do grupo parlamentar que debate o texto aprovado no Senado, disseram ao BRPolítico que as companhias ao invés de ajudar a melhorar o projeto, simplesmente tentam interditar as discussões. “Elas (as redes) tem resistência em participar do debate Em várias reuniões que a gente fez, quase que não deram nenhuma sugestão”, afirmou o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES).

Deputado federal Felipe Rigoni (PSB – ES) Foto Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o relator do PL deve sair do grupo de parlamentares que debate o texto e que ainda não relatou nenhum projeto neste ano. Como é o caso de Rigoni.  “O discurso (das redes sociais) é sempre o mesmo. Falam que está muito açoitado, muito rápido. Aí você fala: ‘Ok, está muito rápido. Então o que você acha do texto?’. Aí elas não falam. As empresas são contra, e obviamente estão trabalhando contra o texto. Mas se quiserem sentar para discutir e debater as melhores soluções, artigo por artigo, estamos à disposição, será ótimo”, afirmou o parlamentar ao BRP.

Em entrevista publicada pelo Estadão na semana passada, o diretor de Políticas Públicas do WhatsApp na América Latina, Pablo Bello, disse que o projeto seria um “presente” do Brasil para regimes autoritários. “Em nenhum país do mundo existe um mecanismo de rastreabilidade como se propõe nesse projeto”, disse. O ponto em questão da rastreabilidade deverá ser uma das polêmicas debatidas e possivelmente alterada pelos parlamentares.

Em entrevista que estará disponível no podcast BRPolítico Chama, Rigoni ainda explicou que os debates que promoverão alterações no texto do Senado devem demorar algumas semanas para acontecer. Maia, por sua vez, espera conseguir levar o projeto ao plenário da Câmara em até três semanas.

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