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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Desemprego chega a 13,8% em julho e atinge a maior taxa desde 2012

Equipe BR Político

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Em meio à pandemia da covid-19, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior taxa de desemprego já registrada pela série histórica, iniciada em 2012.

Fila em mutirão de emprego no centro de São Paulo. Foto: Felipe Rau/Estadão – 17/9/2019

O número corresponde a um aumento de 1,2 ponto porcentual em relação ao trimestre encerrado em abril (12,6%), e de 2 pontos porcentuais em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,8%).

O período analisado (maio, junho e julho) corresponde aos meses em que o Brasil atingiu as maiores taxas de isolamento social. A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, afirma que as quedas no período da pandemia de covid-19 foram determinantes para os recordes negativos deste trimestre encerrado em julho. “Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”.

Desalentados

EM relação à população desalentada, aquela que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga, também foi registrado um novo recorde: 5,8 milhões de pessoas vivem nesta situação no País, com alta de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro e de 20% (mais 966 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

 

 

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