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por Marcelo de Moraes

Desmatamento em 2 anos de Bolsonaro tem alta de 82% sobre período Temer/Dilma

Equipe BR Político

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Os alertas de desmatamento na Amazônia no acumulado dos dois primeiros anos do governo Bolsonaro foram, em média, 82% superiores à média dos alertas registrados nos três anos anteriores, registra Giovana Girardi, do Estadão.

É o que indicam os dados compilados pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontam quase em tempo real onde estão ocorrendo derrubadas da mata a fim de orientar as ações de fiscalização. O Deter não é a fonte oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo.

Nesta sexta-feira, 8, entraram no site TerraBrasilis, do Inpe, os números de alertas referentes a dezembro. Com isso é possível somar o acumulado de todo o ano passado. Em 2020, a área com avisos de desmatamento na Amazônia Legal foi de 8.426 km², lembra a reportagem.

Em todo o ano de 2019, havia sido de 9.178 km², maior valor observado desde 2016. Apesar da queda de 8%, o volume médio de desmatamento observado nos dois anos – de 8.802 km² – é bem superior à média do que tinha sido detectado nos anos de 2016, 2017 e 2018, de 4.844 km².

“O desmonte das políticas ambientais e o sucateamento dos órgãos de proteção que testemunhamos ao longo dos últimos dois anos, enviou uma mensagem perigosa à desmatadores, grileiros e garimpeiros ilegais, de que as atrocidades cometidas contra nossas florestas e seus povos seriam toleradas. E o resultado prático disso se traduz nos números, a destruição não para de avançar, pois há quem lucre com isso”, afirma Rômulo Batista, porta-voz da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

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